Vigararias da Marinha Grande e de Monte Real renascem das cinzas

Vigararias da Marinha Grande e de Monte Real renascem das cinzas

As paróquias das vigararias da Marinha Grande e de Monte Real foram as mais devastas pelo incêndio que, nos passados dias 15 e 16, consumiu uma vasta área do Pinhal de Leiria. Ao PRESENTE, os párocos contaram o susto vivido e o ambiente de solidariedade com que as comunidades estão a renascer das cinzas.

 

“O mais impressionante foi a velocidade com que o incêndio se propagou. Havia pessoas que estavam a sair de casa para ir ajudar os vizinhos e, dois minutos depois, o fogo já lhes chegava a casa…”, conta o padre Miguel Sottomayor, pároco da Vieira e de Carvide, onde a devastação é mais notória. Dez casas (algumas de primeira habitação), quintais, floresta, espaços verdes… O fogo pouco poupou no caminho que traçou.

“O que é de salientar e que foi um verdadeiro milagre, digno da nossa padroeira, Nossa Senhora dos Milagres, foi o facto de não ter morrido ninguém. Houve casas que ficaram todas rodeadas pelo fogo, em que nem as pessoas podiam sair, nem os bombeiros podiam entrar… Tendo em conta o que aqui se passou, é inacreditável não ter morrido ninguém!”

Quando o fogo foi controlado, a preocupação passou a ser o intenso fumo que tornava o ar irrespirável. Sob risco de inalações, procedeu-se à evacuação de lares de idosos, localizados naquelas paróquias, para o Souto da Carpalhosa, com o transporte a ser garantido pelos bombeiros e paróquia.

 

De dentro e de fora, todos ajudam

Agora que se limpam as cinzas, sobressai uma solidariedade e entreajuda que as comunidades fizeram notar logo desde o dia do incêndio.

“Na noite do incêndio deu para perceber como a comunidade está unida e como todos se ajudaram uns aos outros”, testemunha o padre Miguel Sottomayor, que elogia também o serviço prestado pelos bombeiros, escuteiros e até por jovens da Missão País, que estiveram em missão na paróquia da Vieira de Leiria, este verão.

Em conjunto, foi já feito um levantamento dos estragos e necessidades, porta a porta, que estão a ser articuladas com o grupo sócio-caritativo de Vieira de Leiria e a Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima. Para já, para além de alimentos não perecíveis, são necessários materiais de limpeza e restauro: vassouras, detergentes de limpeza, pás, ancinhos e tintas.

D. António Marto manifestou, desde logo, solidariedade e proximidade aos párocos das zonas atingidas. Por indicação do Bispo diocesano, o Santuário de Fátima disponibilizou 50 mil euros.

 

Marinha Grande e Pataias

Na paróquia da Marinha Grande, o fogo destruiu pelo menos uma casa, no Pilado, e uma vasta extensão de pinhal e mata, conta o pároco, padre Armindo Castelão.

“As pessoas passaram a noite de domingo para segunda em claro, sobretudo na Garcia, Pilado, Pedra e na zona limite da Mata, onde a população que tentava proteger as suas casas do fogo chegou a ser evacuada.”

Assim como na paróquia vizinha, também ali as pessoas se têm unido para recuperar o que pode ser recuperado. Ainda este fim-de-semana, a paróquia realizou um concerto de solidariedade a favor dos bombeiros.

Na paróquia de Pataias, a solidariedade com os soldados da paz também foi destacada pelo pároco, padre Virgílio do Rocio.

“Durante os acontecimentos as pessoas ajudaram os bombeiros como podiam. Nos dias de incêndio, o comando esteve instalado no adro da igreja da Burinhosa, que cedeu a luz para que a partir dali pudessem coordenar as operações. Abriram-se todas as portas para se servirem do que fosse necessário.”

Das cinco casas que arderam, nenhuma era primeira habitação, sendo que a maioria da área ardida corresponde a pinhal, refere o pároco de Pataias, ao dar conta dos momentos de aflição que se viveram em algumas comunidades.

“Agora, vão-se dando conta dos prejuízos, mas há um certo conforto… Estamos conscientes de que o incêndio poderia ter custado vidas…”.

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