Vigararia da Batalha em peregrinação a Fátima sob o signo da paz

Vigararia da Batalha em peregrinação a Fátima sob o signo da paz

Em Fátima, tudo começa onde tudo começou. A Capelinha das Aparições, que assinala do local exato da primeira Aparição de Nossa Senhora, em Maio de 1917, foi o ponto de concentração dos peregrinos que participaram na peregrinação vicarial da Batalha, no passado dia 18 de fevereiro.

Após a saudação a Nossa Senhora, pelas 16h00, em gesto de gratidão pelo dom da visita da Imagem Peregrina a esta vigararia, formaram-se dois grupos: cerca de 120 jovens partiram à descoberta da Mensagem pelo recinto, enquanto umas 350 pessoas se reuniram em formação e oração no Centro Paulo VI (ver caixas).

O momento central foi a Eucaristia, ao final da tarde, numa apinhada Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em que o Bispo diocesano, D. António Marto, se juntou aos “queridos peregrinos, jovens e adultos, da vigararia da Batalha”. Com eles agradeceu “a visita da Imagem Peregrina e todas as graças concedidas por Nossa Senhora a esta Diocese” e celebrou “a ternura e a misericórdia de Deus, que, tal como por Maria em 1917 neste local, se mostra hoje e sempre presente na nossa história”.

Se o contexto nacional e mundial das Aparições era conturbado e “dramático”, também hoje continuamos a ver os “horrores da violência” entre as nações, mas também “em casa, nas escolas, no namoro, no trabalho, nos ambientes sociais onde o insulto, o desprezo e a humilhação do outro parecem não ter fim”, alertou o Bispo na homilia. Daí a atualidade das leituras da celebração, com o mandamento de “amar os inimigos” a concretizar no “vencer o mal com o bem” e numa “não-violência criativa e ativa, que começa no cultivo da paz na raiz do coração de cada um”.

Oração e alegria

Após a Missa, seguiu-se o jantar partilhado (ver caixa) e nem o frio da noite afastou muitas dezenas de corajosos de levaram o programa até ao fim.

O Rosário será o momento de oração mais emotivo, com a ternura própria de uma “conversa com a Mãe”. Na Capelinha das Aparições, em união com povos e raças de todo o mundo, rezando em mais de uma dezena de línguas, sente-se a possibilidade da paz concretizada sob o mesmo tecto e sob o mesmo manto protetor de Maria.

Também os peregrinos que vieram das paróquias de Aljubarrota, Batalha, Calvaria, Juncal, Pedreiras e Reguengo do Fetal ajudaram a formar a multidão que rezou a cantou à Virgem, terminando numa calorosa procissão de velas pelas 23h00.

“A peregrinação foi vivida com envolvimento dos peregrinos na variedade dos seus momentos, que foram também expressando a sua alegria em poder participar nesta iniciativa”, refere o padre José Henrique Pedrosa, vigário da Batalha. Em declarações ao PRESENTE, recorda “o tempo de catequese que foi variado, formativo e entusiasmou os participantes” e “o envolvimento dos jovens nos vários postos da atividade”, bem como “os momentos celebrativos intensos e envolventes”. O vigário sublinha ainda o jantar partilhado como “momento muito participado e bom tempo de convívio”, concluindo que “valeu a pena, estão de parabéns os que prepararam os vários momentos e todos os peregrinos saíram bem-dispostos e enriquecidos deste dia de peregrinação”.

 

Foto-legendas:

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A sessão de oração e formação começou com uma detalhada apresentação multimédia sobre a história e a mensagem das aparições. Depois, coube à irmã Ângela Oliveira desenvolver uma catequese orante sobre o tema pastoral do Centenário das Aparições, “O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”. Partindo de quatro núcleos temáticos – fé, Igreja, paz e consagração – mostrou como Fátima veio recordar a centralidade de Deus no percurso da história e da humanidade. Como resposta, é-nos pedida a atitude de adoração, o caminho em comunidade eclesial, a oração pela paz e compromisso na sua construção, a entrega confiante da vida a Deus.

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Um grupo de 120 jovens aceitou o convite da vigararia para esta peregrinação, a maioria dos quais frequentam o 10.º ano da catequese e estão a preparar-se para o Crisma, acompanhados por 30 animadores. Em atividades dinamizadas por 10 dirigentes do Agrupamento de Escuteiros da Batalha, andaram pelo recinto durante a tarde, em “visita guiada” à descoberta da Mensagem “escondida” nos diversos espaços, imagens e símbolos. Passaram pelo Centro Paulo VI, a Cruz Alta, as duas basílicas, a Via Sacra e a Casa do Jovem na colunata, aprendendo a sua história e a sua relação com as Aparições. Na ficha de trabalho, uma referência ao pedaço do “Muro de Berlim” exposto numa das entradas a Sul do recinto lançava a pergunta final: “o que está a limitar a vossa liberdade e vos impede de ir mais longe?”.

 

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O jantar de convívio, no Albergue do Peregrino, juntou cerca de duas centenas de pessoas. É o momento mais descontraído, mas nem por isso menos importante, pois permite o encontro cara a cara, o convívio entre fiéis das várias paróquias, a partilha da comida, da conversa e da amizade. É também o momento em que o Bispo diocesano pode estar mais próximo dos participantes, e D. António Marto não desperdiça essa ocasião para conviver com o maior número possível dos seus diocesanos. A proximidade e alegria do Pastor foi um dos aspetos positivos apontados por alguns dos presentes nesta peregrinação vicarial.

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