Tenho sede…

Que boa sensação esta de alguém matar a nossa sede. O nosso corpo entra em equilíbrio. Faltam-nos os iões necessários para os nossos processos bioquímicos que só a água pode saciar.

Mas hoje deparei-me com formas diferentes de “sede”. Tal como me diziam “eu sou esquisita, mas preciso que me compreendam e aceitem”. Hoje deparei-me com a sede de compreensão, esta “sede” que muitas vezes está associada ao sentimento de injustiça. E o meu pensamento corre… E, mais uma vez, lembro-me dos rapazes. “Rapazes” é a expressão carinhosa que alguns Visitadores (Samaritanos) chamam aos reclusos.

E, mais uma vez, penso nalgumas obras de misericórdia: dar de beber a quem tem sede e dar de comer a quem tem fome.

Hoje, mais uma vez, lembro-me dos reclusos, quando lhes vamos matar a sede gerada pela solidão dos seus dias fechados; quando lhes vamos matar a sua fome do amor de alguém, do amor de desconhecidos… em representação do amor incondicional de Deus.

E o meu pensamento não pára… E hoje, mais uma vez, lembro-me de outras pessoas que também têm sede mas que não são reclusas.

A sede mais simples de curar é a sede de água, as outras exigem mais tempo e mais dedicação.

Por isso, hoje decidi questionar cada um de vós que nos lê: de que têm sede?

Vai, procura a tua fonte e dá de beber ao teu espírito!

Diana Costa e Lénea Coelho
Diana Costa e Lénea Coelho
Diana Costa: enfermeira de cuidados gerais Lénea Coelho: enfermeira especialista em saúde mental e psiquiatria
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