Santuário de Fátima assinala III Dia Mundial dos Pobres com a Cáritas Diocesana de Viseu

Santuário de Fátima assinala III Dia Mundial dos Pobres com a Cáritas Diocesana de Viseu

Grupo peregrinará à Cova da Iria acompanhado do bispo emérito de Viseu, D. Ilídio Leandro

A Igreja Católica celebra no próximo dia 17 de novembro o III Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco no encerramento do Ano Santo da Misericórdia, e o Santuário de Fátima vai associar-se à iniciativa promovendo a Segunda Peregrinação do Dia Mundial dos Pobres, na qual participará um grupo de 70 pessoas, indicado pela Cáritas Diocesana de Viseu.

Seguindo o exemplo do Papa Francisco que habitualmente, a seguir à missa dominical, convida um grupo de pessoas pobres para almoçar, o Santuário decidiu assinalar este dia formulando um convite a uma instituição diocesana, fora da diocese de Leiria-Fátima, para peregrinar até à Cova da Iria, ficando as despesas da deslocação, incluindo a refeição, por conta do Santuário.

O programa da Segunda Peregrinação do Dia Mundial dos Pobres começa pelas 10h45 com o acolhimento do grupo, na entrada da Basílica da Santíssima Trindade. Segue-se a participação na Missa, às 11h00, no mesmo local. O almoço está marcado para as 13h00. Pelas 14h30 vai ter lugar uma visita acompanhada aos vários espaços do Santuário de Fátima. O programa termina com uma despedida na Capelinha das Aparições pelas 15h30.

Santuário de Fátima

A iniciativa, que acontece pelo segundo ano, tem por base uma orientação no sentido de, anualmente, se formular um convite a uma instituição diocesana dedicada aos pobres, de todas as dioceses portuguesas, incluindo as regiões autónomas, de acordo com um sistema rotativo, para peregrinar ao Santuário. No ano passado esteve em peregrinação um grupo de 50 pessoas da Cáritas Diocesana de Vila Real.

Na mensagem dirigida a este dia, intitulada “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sal 9,19), o Papa Francisco recorda que a promoção dos pobres não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho. O Santo Padre faz uma comparação entre a situação do pobre no tempo do salmista e a situação atual e constata que pouco mudou.

“Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus” afirma Francisco na mensagem.

O Papa enumera as “muitas formas de novas escravidões” como as famílias obrigadas a deixar a sua terra; órfãos que perderam os pais; jovens em busca de uma realização profissional; vítimas de tantas formas de violência, da prostituição à droga, sem esquecer os milhões de migrantes instrumentalizados para uso político.

Francisco fala também das periferias das cidades modernas, repletas de pessoas que vagueiam pelas ruas, em busca de alimento: “Tendo-se tornado eles próprios parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo”.

Não obstante a descrição de injustiça e sofrimento no salmo, há uma definição do pobre: é aquele que «confia no Senhor» (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado.

“Na Escritura, o pobre é o homem da confiança!”, escreve o Pontífice.

“É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar”, esclarece.

Por ocasião do III Dia Mundial dos Pobres, Francisco pede mais do que mera iniciativas de assistência, e faz votos de que aumente em cada um o sentido do outro, sobretudo o que é frágil e excluído.

“Não é fácil ser testemunha da esperança cristã no contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efémero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus”, afirma e recorda que os pobres não precisam somente de uma “sopa quente ou de uma sandes”. “Precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor…”

“É um programa que a comunidade cristã não pode subestimar. Disso depende a credibilidade do nosso anúncio e do testemunho dos cristãos” diz, deixando um desafio: “A todas as comunidades cristãs e a quantos sentem a exigência de levar esperança e conforto aos pobres, peço que se empenhem para que este Dia Mundial possa reforçar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade. ”

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