Porto de Mós: Nossa Senhora e os Pastorinhos no largo da igreja

Porto de Mós: Nossa Senhora e os Pastorinhos no largo da igreja

A paróquia de Porto de Mós conta desde meados deste mês com mais um motivo de atração. Trata-se de um conjunto escultórico no largo em frente à Igreja de São Pedro, constituído por sete peças em fibra de vidro a evocar as Aparições de Fátima.

 

Uma imagem de Nossa Senhora, com quase três metros de altura, e dos três pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta, às quais se juntam as de três ovelhas, colocadas no largo fronteiro à igreja de São Pedro, em Porto de Mós, constituem o monumento com que o pároco, padre José Alves, quer comemorar este ano centenário das Aparições.

Mais que uma escultura para atrair turistas, o sacerdote deseja que ajude quem por ali passa, nomeadamente os muitos peregrinos na sua caminhada para Fátima, a um breve momento de oração ou de reflexão sobre o essencial da Mensagem da Cova de Iria.

A primeira ideia do padre José Alves, há cerca de um ano, foi instalar um painel de azulejo. Mas rapidamente evoluiu para algo mais ambicioso: criar um conjunto que retratasse com rigor e beleza o cenário mais vulgarmente associado às Aparições, ou seja, Nossa Senhora a alguns metros do solo e, a seus pés, de joelhos, os três pastorinhos. Num concelho dominado pela pedra, esse seria o material mais óbvio, mas a dificuldade de execução e os elevados custos levaram-no a procurar-se uma alternativa mais económica na fibra de vidro, que garantia também a qualidade desejada. Um ano e vários testes depois, o sacerdote, o escultor e o responsável da empresa deram-se por satisfeitos e a obra pôde ser inaugurada a 13 de maio.

Segundo José Alves, “já na fase de montagem, várias pessoas disseram que, para ficar ainda melhor, estavam ali a faltar umas ovelhas; como foi também essa a opinião do escultor, decidiu-se pela aquisição de três exemplares, no mesmo material”. Contas feitas, o investimento inicial de 5.000 euros deverá agravar-se, mas o pároco acredita que vale a pena, apesar de ser ele que, neste momento, está a suportar toda a despesa. De facto, como as igrejas da paróquia “andam muito apertadas em termos financeiros, mal tendo fundos para pagar a limpeza, a luz e a água”, José Alves decidiu avançar com o dinheiro do seu próprio bolso, mesmo sem ter garantias de quando e em que medida o poderá reaver.

 

Convite à oração

O sacerdote reconhece que talvez houvesse outros sítios mais bem preparados e adequados para acolher as imagens, mas explica que optou por aquele local por ser ponto de passagem, a pé ou de carro, de muita gente, como os peregrinos que se deslocam para Fátima e que, ao verem aquele quadro se podem sentir impelidos interiormente a um momento de oração e reflexão. José Alves realça, contudo, a preocupação que houve de afastar as imagens alguns metros da igreja, para que se perceba que são dois elementos autónomos, embora complementares.

“A mensagem de Fátima é para todas as pessoas e para todo o mundo e estes sinais (como o monumento) ajudam-nos nessa missão. Como no interior da igreja já temos muitas imagens, quis fazer essa homenagem cá fora”, refere.

Quanto ao futuro do monumento, o padre lembra que nada é permanente na vida e, portanto, a intenção não foi criar algo que ficasse ali durante décadas ou séculos. Ficará “o tempo que se entender que deve ficar, até porque isso depende de outros fatores, como – algo tão simples, mas agora tão vulgar – o vandalismo. Para já, e uma vez que pretende recordar e homenagear o centenário das Aparições, ficará de certeza até ao final do ano.

Entretanto, o pároco de Porto de Mós mostra-se satisfeito pelas primeiras reações à obra que idealizou e grato a todas as pessoas que o incentivaram a avançar, tal como às que o ajudarem “a recuperar algum do investimento feito”. Mas o importante é “assinalar com alegria e algo fora do normal o centenário das Aparições e que esta obra nos ajude a todos a viver melhor este centenário”.

Isidro Bento (C.)

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