Paróquia dos Marrazes recebe o primeiro encontro vicarial de jovens

Paróquia dos Marrazes recebe o primeiro encontro vicarial de jovens

Ao entrar na igreja dos Pastorinhos, no bairro da Quinta do Alçada, que pertence à paróquias dos Marrazes, salta à vista a penumbra que envolve todo o interior do templo. Lá ao fundo, num cavalete junto ao altar, está uma réplica iluminada daquele ícone que o bispo D. António Marto entregou às paróquias por ocasião do Dia da Igreja Diocesana.

Ainda não está muita gente, mas pela alteração da disposição dos bancos que habitualmente se distribuem por aquela igreja, percebe-se que eles não vão servir para o seu regular propósito. Os ainda poucos jovens estão sentados no chão. Afinam os últimos acordes para o momento de oração que está prestes a começar e que vai contar com a presença do pastor da Diocese de Leiria-Fátima.

O primeiro dos nove encontros vicariais de jovens que estão previstos para este ano pastoral ocorreu no dia 23 de novembro. Da centena de pessoas presentes, podiam contar-se 60 jovens. Um número bem inferior às centenas que, há coisa de um ano, estiveram presentes no salão da Quinta da Matinha, também da paróquia dos Marrazes para presenciar a primeira reunião do D. António Marto com os jovens da Diocese. Só que desta vez era para rezar e, como nos confidenciou alguém da organização, “desta vez não foram convidados os grupos de catequese como no ano passado”, acrescentando que “vieram os que realmente queria vir para rezar”. Os jovens presentes eram, quase na sua totalidade, provenientes dos grupos paroquiais da vigararia de Leiria.

O encontro de oração, que não durou mais de uma hora, segue o guião sugerido pelo Departamento da Pastoral Juvenil da Diocese que, por sua vez, se inspira nos famosos encontros de oração de Taizé. Não foi, portanto, de admirar, que se privilegiasse o canto e as Palavras da Sagrada Escritura, intercaladas com tempos de silêncio a propiciarem reflexão e meditação. Durante aquela hora, não se ouviram discursos nem longas palestras. Nalguns momentos podia-se mesmo que aqueles momentos de silêncio seriam incómodos para quem fosse apanhado desprevenido. O olhar penetrante das duas personagem que figuravam no “ícone da amizade”, ajudava a acalmar os presentes que, lá fora, tinham largado as pressas e os barulhos da vida quotidiana.

“Não tenhas medo”, ouviu-se na leitura do livro do apocalipse a partir da qual o D. António fez a sua reflexão. Falava de símbolos. Mais símbolos a juntar àqueles que decoravam o templo: a luz, a disposição, a palavra… Todos ilustrados com cânticos acompanhados pelo som das guitarras. Um desses, o último daquele encontro e que serve de hino neste segundo ano do biénio dedicado aos jovens, ajudou a explicar aquela reunião:

Páro e avanço,
Nesta vida de ritmo incerto
Onde não sei onde pertenço
E avanço p’ra onde e p’ra quê?

Rio e choro
Não sei o que quero
Tantas são as opções e eu espero,
Espero encontrar o meu lugar

E uma voz…
Que não sei de onde vem
Não sei o que diz mas inquieta…

E essa voz…
É uma voz que desperta,
Algo me diz que não vou ficar por aqui…

Quem és Tu, Senhor, quem és?
E o que queres de mim?
Quem és Tu, Senhor, quem és?
Qual o lugar p’ra Ti,
Se nem sei o lugar p’ra mim?

Próximos encontros

Os próximos encontros vicariais já só vão realizar-se no próximo ano civil. Estas são as datas previstas:

Sábado, 25 de Janeiro, para a Vigararia da Marinha Grande.
Sexta-feira, 31 de Janeiro, para a Vigararia dos Milagres.
Sexta-feira, 07 de Fevereiro, para a Vigararia da Batalha.
Sábado, 08 de Fevereiro, para a Vigararia das Colmeias.
Sábado, 15 de Fevereiro, para a Vigararia de Monte Real.
Sexta-feira, 28 de Fevereiro, para a Vigararia de Ourém.
Sexta-feira, 13 de Março, para a Vigararia de Fátima.
Sábado, 14 de Março, para a Vigararia de Porto de Mós.

Paulo Adriano
Paulo Adriano
Diretor do Gabinete de Informação e Comunicação da Diocese de Leiria-Fátima.
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