O catecumenato na Diocese

O catecumenato na Diocese

No passado dia 26 de março, noite de Vigília Pascal, quatro adultos receberam os sacramentos da iniciação cristã nos Marrazes, Azoia, Marinha Grande e Ourém.

Aos agora neófitos, foi proposta uma caminhada catecumenal alicerçada em diferentes moldes, mas com o mesmo itinerário: o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho, a profissão de fé, o Batismo, a efusão do Espírito Santo e o acesso à comunhão eucarística.

Na edição desta semana (31.03.16) do Presente Leiria-Fátima, damos a conhecer o catecumenato da Diocese: um trabalho pastoral realizado por sacerdotes e catequistas, que mostra que “nunca é tarde para ouvir o apelo de Deus”.

 

 

A realidade da Diocese

Na Diocese, as propostas de caminhada catecumenal são de âmbito vicarial ou paroquial. Existe, no entanto, o Serviço de Apoio ao Catecumenato, ligado ao Departamento da Educação Cristã que, todos os anos, congrega os catecúmenos no rito de eleição e escolha do nome, que é presidido pelo Bispo diocesano. Esta celebração é realizada no primeiro domingo da Quaresma, preferencialmente na Catedral.

Este ano, a celebração juntou três catecúmenos, dois a fazer a sua caminhada na paróquia dos Marrazes e um na da Marinha Grande.

O dia foi marcado por dois momentos distintos: uma conversa pessoal com D. António Marto, que os incentivou na sua caminhada catecumenal e que terminou com o rito da signação e a Eucaristia. O Bispo diocesano ungiu-os com o óleo dos catecúmenos e, perante os catequistas e padrinhos e toda a comunidade reunida para a celebração, os candidatos ao Batismo foram apresentados e interrogados sobre as suas disposições, momento após o qual inscreveram o seu nome no livro próprio para o efeito. Passaram a ser eleitos para receber os sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia.

Depois deste dia, o grupo dos catecúmenos continuou a sua caminhada de preparação para a celebração dos sacramentos de iniciação cristã, então já como eleitos, caminhada que teve o seu ponto culminante na Vigília Pascal, noite em que foram batizados, confirmados e participam plenamente na Eucaristia pela primeira vez.

No passado sábado, 26 de março, quatro eleitos receberam os sacramentos da iniciação cristã, na Vigília Pascal, em diferentes paróquias da Diocese: Marrazes, Azoia, Marinha Grande e Nossa Senhora da Piedade – Ourém.

Após o Batismo, a inserção dos neófitos na comunidade cristã continua com o tempo da mistagogia: o Tempo Pascal, durante o qual serão convidados a “saborear” e a aprofundar os mistérios celebrados, agora já integrados plenamente na assembleia cristã que se reúne para a celebração da Eucaristia. 

 

 

 

Paulo Santos

“Um dia, quis saber o que era preciso para ser batizado”

2016-03-30 Catecumenos Paulo

 

Paulo Ricardo Santos mora na Quinta do Bispo, Marrazes. Recebeu o Batismo na Vigília de Páscoa que se celebrou na igreja matriz da sua paróquia, na passada semana.

A mãe é católica, mas o pai “não liga” à religião. Ele sempre teve uma relação com Deus pela oração. Um dia, ganhou coragem e perguntou o que era preciso para ser batizado.

Paulo Ricardo nasceu no Brasil e veio para Portugal em 2008, com 17 anos. O pai já tinha vindo antes, à procura de uma vida melhor. Ele veio depois, com a mãe, a irmã e o irmão. Quando chegou, conciliou os estudos com diferentes trabalhos. Agora, trabalha num Centro Comercial de Leiria, mas guarda a vontade de regressar à escola, para dar continuidade ao curso de gestão e informática que frequentava.

Pelo que nos conta da sua vida, nota-se que é uma pessoa perseverante e com iniciativa. Foi essa disposição que o levou a perguntar ao padre Marco Brites, vigário dos Marrazes, o que era preciso para receber o Batismo.

“O padre pediu-me os dados e disse-me, desde logo, que a paróquia tinha uma solução para mim. No dia seguinte, foi o padre Augusto que me ligou e me falou deste caminho catecumenal. Aceitei e comecei a participar nas reuniões, que têm sido um espaço de aprendizagem e de aprofundamento da fé.”

Para poder estar nas reuniões semanais de preparação, teve de pedir para ajustar os turnos do trabalho, de onde vem logo de seguida, mas “o esforço é compensado”, garante.

“O assunto ficou sério”

Ainda antes da primeira abordagem ao sacerdote, Paulo Ricardo já tinha uma relação próxima com Deus, pela oração. Muitas vezes, desde o dia em que chegou aos Marrazes, ia sozinho à igreja matriz, onde orava e onde nos contou a sua história.

“Em muitos momentos, vim aqui e orei a Deus para que desse certo. Noutros, vim cá agradecer os bens que d’Ele recebi.”

O “assunto ficou mais sério” no dia em que foi apresentado à comunidade, diz, consciente da responsabilidade da caminhada.

“No final da Missa, todos me vieram cumprimentar. Foi muito bom sentir todo este apoio!”

Recebeu o Batismo na Vigília de Páscoa e agora, que já é batizado, também quer “ser uma pedra viva e perceber a melhor forma de servir a comunidade e a Igreja”.

“Foi um momento importante e único na minha vida, em que recebi, de braços abertos, este dom de Deus. Sinto-me uma pessoa diferente: mais paciente, mais aberto às pessoas e que se esforça por ser cada vez melhor. Agora, sinto-me parte desta família.”

 

Conheça as propostas de caminhada catecumenal nas paróquias dos Marrazes, Marinha Grande e Nossa Senhora da Piedade – Ourém na edição n.º146 do Presente Leiria-Fátima.

 

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