MEMÓRIA. Monsenhor Joaquim Ferreira da Cunha

MEMÓRIA. Monsenhor Joaquim Ferreira da Cunha

Foi a sepultar no dia 21 de janeiro, com 91 anos, o monsenhor Joaquim Ferreira da Cunha, que era natural do lugar do Sobral, Barreira de Leiria. Este sacerdote era muito estimado pelos seus conterrâneos, deslocando-se de Coimbra às suas origens amiudadas vezes, onde era conhecido por “o nosso Quinzinho”. Exerceu sempre a atividade apostólica ligada a esta diocese, até ao fim da vida.

Quando fui estudar para Coimbra, a minha mãe informou-me que tinha um amigo de infância que eu gostaria de conhecer. Num dia primaveril, desloquei-me à sua paróquia de Ceira nos arredores da cidade. Fiquei agradado com a simpatia, humildade e sabedoria que dimanavam de uma pessoa de estatura baixa mas com elevada espiritualidade. Regressei ao meu quarto com um livro oferecido pelo monsenhor Joaquim Ferreira da Cunha, intitulado “A Vocação Explicada pela Papa”, da autoria de João Paulo II. De vez em quando, ao longo dos anos, saudávamo-nos com habitual cordialidade.

Em 2011 escrevi sobre um episódio da sua vida quando entrou para o Seminário. Eis um pequeno excerto do texto que consta do livro “D. António Antunes – Bispo de Coimbra” (e também natural da Barreira), que transcrevo: “Um dia um conterrâneo de D. António Antunes, pai de família, partiu para Coimbra, acompanhado do filho e pediu para ser recebido pelo senhor Bispo. O prelado recebeu-o de imediato com a natural bondade que lhe era familiar e, depois de se inteirar que o conterrâneo lhe vinha pedir para que o filho entrasse no Seminário de Coimbra, respondeu-lhe: “Sim, mas olha que ele vai ficar meu e tu vais ficar sem ele”. E o bondoso pai de família, bem tranquilo, regressou à terra todo satisfeito.”

Pedro Moniz
Pedro Moniz
Paróquia da Barreira.
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