Férias

Teremos férias? Talvez sim, se o temível coronavírus tirar férias, cansado de tanto mal fazer. 

Mas será que fazer o mal causa cansaço? Aos homens, sim. Podemos garantir que os gestos ou os atos que se praticam com maldade, por serem semelhantes às atitudes para trabalhar, cansam. A fadiga até deve ser superior, devido ao medo de se vir a ser descoberto e castigado. Porquê, então, todos nós praticamos más ações? Podemos desculpar-nos com imensas razões que se resumem numa só: porque queremos ser felizes MAIS e SEMPRE.

SEMPRE e MAIS felicidade é algo que está ao alcance de qualquer pessoa, mas tem de “passar além da dor” . Neste preciso momento, são numerosas as dores, corporais, espirituais ou ambas, que vêm ter connosco. Algumas são recebidas com alegria por pessoas que têm a convicção de que cada dor oferece um bem maior capaz de “afogar” essa dor. É, por exemplo, a dor da mãe e do pai que vêem nascer o filho que lhes trará trabalhos, insónias, cansaços mil… e um milhão de alegrias. Não há maior gratificação que a de saber que se fez algo grande. E não existe nada maior que dar a vida. Por isso, médicos, enfermeiros e todos quantos se dedicam a salvar vidas não são pessoas revoltadas, mas felizes.

Para os revoltados, as dores são sempre enormes, injustas e inúteis. E, por serem inevitáveis, estes serão uns revoltados perenes, e quantas vezes vingativos, enquanto não se dispuserem a “tirar umas férias” como o corona vírus.

Durante as suas férias, o coronavírus vai deixar de causar tosse, febre, falta de ar, morte e contágios. Perante estas maldades, a maioria das pessoas, gente corrente, cresceu tanto em bondade que parece estar a ser capaz de abafar o mal. A docilidade às normas de higiene propostas pelos profissionais de saúde parecem ser a causa da vitória sobre o mal, mas não é tanto assim. A grande causa desta vitória é mais profunda e humilde: está escondida na bondade e na inteligência de quem soube obedecer. A maldade fugiu de muitos lares onde, infetadas ou não, as pessoas se empenham em tornar a vida mais agradável aos que lhes estão próximos. A bondade espalhou-se e foi “contagiando” outros, muitos outros. Agora, levantam-se cedo e fazem uma breve oração – o pequeno-almoço da alma – pedindo forças para cumprir as tarefas do dia que, assim elas desejam, servirão para glória de Deus. Deste modo, o sorriso manter-se-á nos seus lábios de pessoas serenas, e elas comunicarão um alento de alegria e paz aos que estiverem por perto ou por longe, talvez até no Purgatório. Sim, que isto de férias não é coisa que se tire (tirar férias), mas coisa que se dá, até a quem padece no purgatório.

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Isabel Vasco Costa
Isabel Vasco Costa
Colaboradora da REDE.
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