Eutanásia em debate em Monte Redondo: acabar a falar de amor…

Eutanásia em debate em Monte Redondo: acabar a falar de amor…

No passado dia 18 de maio, foi promovida pelos caminheiros do agrupamento 1054 – Monte Redondo, região de Leiria-Fátima, uma tertúlia subordinada ao tema da eutanásia. A ideia surgiu enquadrada no seu Projeto de Caminhada, em que se propõem a desenvolver os seus objetivos de grupo, neste caso o de aprofundar temas atuais da sociedade que suscitem alguma inquietação.

Deste modo, a escolha do tema foi relativamente fácil, uma vez que se trata de um tema de interesse geral e acerca do qual todos podemos ter imensos pontos que gostávamos de ver esclarecidos. A escolha dos oradores foi determinante para o sucesso da sessão: um profissional de saúde, Catarina Faria; um sacerdote que viria dar voz à igreja, o padre José Nuno Silva e, ainda, um testemunho muito especial do senhor Amílcar, enquanto familiar próximo num processo de acompanhamento de fim de vida.

Num ambiente acolhedor, a conversa decorreu de uma forma muito interessante e esclarecedora. Os convidados demonstraram estar mais felizes com os frutos que colheram deste serão. A organização dirige, assim, um especial agradecimento a todos os que aceitaram o convite: à Catarina Faria que trouxe a sua experiência e conhecimento, e através de palavras simples e vividas foi partilhando a sua realidade enquanto profissional de saúde ligada aos cuidados paliativos; ao padre José Nuno que a todos surpreendeu com a assertividade das suas palavras, com um conhecimento ímpar na área da bioética e muitos anos de acompanhamento espiritual hospitalar, pode devolver aos convidados alguma liberdade de pensamento acrescentando sentido à posição da Igreja nesta matéria; ao senhor Amílcar que abriu o seu coração partilhando o difícil processo de perda dos seus pais, ambos vítimas de cancro num curto espaço de tempo, deixando também a todos alguns conselhos para serem os melhores filhos do mundo; e, por fim, à Helena Pedrosa que, na posição de moderadora, concluiu que “depois de falarmos de medicina, de técnica, de evolução, de dor, de sofrimento, de doença, de vida, acabamos sempre, inevitavelmente, a falar de Amor”.

Desta pequena tertúlia, foi possível, para além de esclarecer algumas interrogações, compreender que antes de se falar em legalizar a eutanásia, se deveria discutir muito bem o papel do estado na implementação de cuidados paliativos. Em vez de se falar em “morte medicamente assistida” se poderia promover o amor e o acompanhamento em final de vida. Poucos são os casos em que alguém pede a eutanásia e muitos podem ser os fatores que influenciam este desejo, mas que o principal poderá mesmo ser a solidão. O padre José Nuno repetiu nas suas intervenções o seguinte enunciado: “se não tens ninguém que espere por ti e se não esperas por ninguém, a tua vida não tem sentido e, por isso, queres morrer”, nós guardamos estas palavras e concordamos com a nossa moderadora, não há nada mais determinante que amar e ser amado.

Para estes jovens organizadores, amanhã adultos, foi, sem dúvida, uma experiência enriquecedora, sobretudo pelo momento de partilha de ideias e pontos de vista que promovidos na comunidade.

GIC - Gab. Informação e Comunicação
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