Editorial Rede 5

A semana foi marcada pelo anúncio da realização da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, daqui por três anos. Não foi novidade, como não é novidade que a própria estrutura da Igreja também alberga os seus whistleblowers (à letra, sopradores de apito; alguém que revela informações), pelo que a boa notícia acabou por revelar alguma teatralidade nos entusiasmos vindos a públicos.

Mas não deixa de ser uma boa notícia, uma grande notícia. Portugal vai receber aquele que, nos tempos atuais, já é considerado o maior evento da cristandade devido à movimentação de milhões de participantes desde que foi instituído por João Paulo II no já longínquo ano de 1985. Desde então, por 15 vezes, jovens de todos os continentes juntaram-se numa cidade para celebrar a fé que os une.

Agora cabe ao nosso país estar preparado para responder a qualquer um que pedir a razão da esperança que há em nós (cfr. 1Pd 3, 15 – tema da primeira Jornada Mundial da Juventude realizada em 1986 em Roma). Já se percebem algumas críticas que vão discorrendo na opinião publicada de velhos do restelo que se juntam para lamentar a decisão: que o povo não foi ouvido, que é sempre Lisboa que fica a ganhar, que se vão gastar rios de dinheiro quando há pobres para alimentar, que os estado é laico e que está a discriminar outras religiões… Enfim, ladaínhas sobejamente conhecidas. Como disse, são dichotes de velhos do restelo, mas o tempo novo que aí vem é dos jovens, para os jovens e pelos jovens.

É ocasião para lembrar as palavras que compuseram o hino da 1ª Jornada Mundial da Juventude e que podem servir de mote para o que nos espera:

As sombras se desvanecem e a noite cai,

no horizonte se desprendem

os reflexos tão distantes de um dia

que nasceu em nós e não terá fim,

porque sabemos que uma nova vida

daqui partiu e nunca mais acabará.

Fica junto a nós, em breve desce o sol,

fica junto a nós que o dia findará.

Fica junto a nós que o sol se esconderá,

se estás entre nós, a noite não virá.

O Coro e a Orquestra da Diocese de Roma, dirigidos por Marco Frisina, animaram o XXV aniversário da JMJ, na Praça de São Pedro
https://youtu.be/6OtC-2VcrIs

Paulo Adriano
Paulo Adriano
Diretor do Gabinete de Informação e Comunicação da Diocese de Leiria-Fátima.
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