Conselho Económico da paróquia dos Pousos termina mandato e faz avaliação

Conselho Económico da paróquia dos Pousos termina mandato e faz avaliação

O Conselho para os Assuntos Económicos da paróquia dos Pousos terminou recentemente a sua função. Por ocasião do final do seu mandato, quiseram fazer uma avaliação do seu trabalho e apresentaram-na à comunidade. Também nos fizeram chegar esse texto que publicamos na íntegra:

Entre meados de agosto de 2017 e o dia de hoje passaram-se vinte e seis meses e meio; e hoje e aqui termina o nosso trabalho, que foi mais um dos muitos ciclos que caraterizam a vida de uma Comunidade, e a vida das pessoas.
O Conselho Económico (ou Comissão da Igreja, como também é correto designar o trabalho que fizemos) é um dos trabalhos de maior exigência em favor da comunidade, mercê dos cuidados específicos da nossa paróquia, seja aquando da construção das novas e diversas instalações ao lado da nossa igreja matriz, seja, nesta fase, por causa da consolidação das contas ou da manutenção do edificado.
Sentimos que períodos de dois anos deverão ser o tempo ideal da missão, uma vez que as solicitações destas Comissões de Administração são muito diversas e, por vezes, bastante envolventes.
E terminamos a nossa tarefa com a mesma serenidade com que, antes de nós, tantas dezenas de pessoas o fizeram também; ao mesmo tempo que declaramos que este trabalho comunitário agora concluído nós, como grupo paroquial, associa o nosso desejo pessoal de acolher a comunidade paroquial, que nos confiou a tarefa.

Naturalmente que, como Conselho Económico, o tema da economia e das contas foi para nós motivo de especial atenção. E honrámos a missão. Invocamos alguns dados:
No início da nossa missão herdámos €53.000,00 em contas à ordem, €-250.000,00 em dívida bancária, e €-70.500,00 em dívida a particulares (ou seja: um saldo técnico de €-267.500,00).
À data de hoje a nossa igreja paroquial tem disponível €30.000,00, tem uma dívida bancária de €-208.000,00 e não tem nenhuma dívida a paroquianos (o saldo técnico ao dia de hoje é no valor de €-178.000,00).
Nos meses do nosso exercício liquidámos €78.000,00 ao banco, e a totalidade de €70.500,00 a particulares (num total de quase €150.000,00);
Mas pelo meio também foi possível adquirir equipamentos e melhorar infra estruturas: investimentos na casa paroquial (que decidimos usar ao serviço da catequese), melhorias na cozinha e copa, pinturas, infraestruturas de abastecimento elétrico, substituição de parte da iluminação dos edifícios para soluções mais económicas e mais eficazes, equipamentos elétricos de limpeza, algum mobiliário, equipamentos eletrónicos (monitores de televisão para igreja e salas, impressora e monitor de pc), etc.; neste período da nossa atividade as obras somam €25.500, e na rubrica “equipamentos” somamos €17.500,00;
E o dia-a-dia, no que toca a custas, também mereceu atenção; salientamos €23.140,00 no salário e outras custas do pároco, €18.300,00 nas custas de água, luz, net, elevador, desratizações, ou pagamento do gás; somam-se custos de impressão de centenas de cartazes, ou da paginação e impressão do Malaposta em ritmo semanal; garantimos, no que nos dizia respeito, que a evangelização, a oração e a caridade fossem identidade da comunidade; cumprimos todos os ofertórios consignados e disso prestámos contas à diocese e à paróquia;
No que toca à receita, nós, como equipa do Conselho, fomos e somos parte de um esforço de angariação que a todos nos envolve, e que aqui assinalamos com regozijo e enlevo.
Salientamos alguma da receita da igreja paroquial: €22.000,00 em peditórios de Missa (a que acrescem os peditórios por ocasião das festas de catequese, e aqui não somados); €27.000,00 em donativos na visita pascal (2018 e 2019) e Pensão Paroquial (excluída a que entretanto se inicia em 2019).
E obteve-se €188.000,00 na rubrica “receitas extraordinárias”: celebrações de catequese, Liga Pedras Vivas, Barraca dos Legumes, almoços de angariação, festa de ano novo, festas de padroeiros (NS Desterro (em 2017, 2018 e 2019), São Sebastião (em 2018 e 2019) e Senhor dos Aflitos (em 2018 e 2019); a seu tempo todas estas angariações foram sendo publicadas e informadas de formas diversas;
No período que agora terminamos a situação financeira da igreja paroquial teve um alívio global de €89.500,00;
Deixamos arquivo de todo o nosso trabalho financeiro ou contabilístico: as folhas de relatório de movimentos têm 92 páginas e cerca de 1.900 linhas; e os arquivadores guardam mais de 2.000 documentos (essencialmente relatórios, faturas, recibos, folhas de caixa);
Nesta data devemos cerca de €2.000,00 de taxas diocesanas, e a fatura de IMI que chegou há três dias;
Não deixamos o relatório de contas de 2019 concluído por ainda estar em execução (e, posteriormente, em revisão), mas conhecemos os dados essenciais até 31 de outubro (ontem).

Voltamos a referir: o trabalho de angariação de dinheiros para as causas da nossa igreja paroquial é um exercício global; e nós, Comissão da igreja, somos parte do processo, sobretudo em termos administrativos, gestão de calendário e manutenção operacional das infraestruturas.

É certo que algumas atividades dependeram mais diretamente do nosso planeamento e execução (almoços da nossa iniciativa, apoio a outros almoços de grupos, ano novo, festas de Senhora do Desterro ou São Sebastião, ou Liga Pedras Vivas).
Mas é de toda a justiça chamarmos aqui a memória de dezenas de festeiras e festeiros do Senhor dos Aflitos (grupos de nascidos em 1968, 69 e 70), catequistas da comunidade, pais de crianças na catequese ou no escutismo, Liga Pedras Vivas e todos os seus Elos benfeitores, todas as pessoas que doam ou adquirem na Barraca dos Legumes, movimentos laicais (Agrupamento 877, Apostolado da Oração, FMME, Legião, Liam, Mensagem de Fátima, Rosaristas), ministros da eucaristia, comissões das capelas de Andrinos e Vidigal, festeiros do Senhor dos Aflitos que o foram em anos anteriores à nossa tomada de posse, antigos membros de outras Comissões da Igreja, e uma imensa multidão de queridos paroquianos da nossa paróquia que, generosa e discretamente acolheram o bem da comunidade.

Agradecemos também a uma pequena multidão de pessoas que todos os dias providenciaram o cumprimento das nossas tarefas ou responsabilidades: a limpeza do interior dos edifícios e dos adros exteriores, a decoração, a lavagem das roupas da liturgia e celebração, a rega das plantas, a abertura e fecho da igreja, o toque dos sinos, a preparação das celebrações…
E também agradecemos àqueles e àquelas que o fizeram monetariamente, providenciando, sobretudo, o bem da liturgia ou alguma da limpeza de salas.

Agradecemos aos nossos familiares da casa: esposas ou maridos, filhos, irmãos, pais, etc., não só por terem potenciado tantas vezes o exercício das nossas tarefas, mas também pela sua tranquilidade nas nossas ausências em reuniões de coordenação, em telefonemas a todas as horas (!) ou na execução das tarefas.
Agradecemos, parcos nas palavras, mas sinceros no dizer.

Elogiamos a comunidade que somos todos; e agradecemos a ocasião que esta tarefa de vinte e seis meses e meio nos concedeu de conhecermos a identidade de uma comunidade paroquial sob prismas ou ângulos de observação diferentes dos costumeiros.
A tranquilidade com que vivemos estes dois anos e alguns meses sugere-nos convidar outros paroquianos e paroquianas que, como aconteceu connosco, sejam nossos sucessores, como nós o fomos (uns repetindo a atitude, e outros pela primeira vez).
Desejamos ter correspondido à confiança que a Comunidade depositou em nós, e que o senhor Bispo validou.
Desejamos ter sido parte da nossa identidade comunitária e paroquial com dignidade; até hoje, de muitos e diversos modos o temos sido: mas sobretudo nesta Comissão que hoje cessa funções.
Cada um de nós continuará a acolher, como até aqui e de acordo com a sua sensibilidade ou disponibilidade, os bens que Deus nos concede, também neste pretextos e contextos.
Obrigado.

GIC - Gab. Informação e Comunicação
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