Como é que o bebé apareceu na barriga da mãe? Estas e outras perguntas com resposta em formação na Barreira

Como é que o bebé apareceu na barriga da mãe? Estas e outras perguntas com resposta em formação na Barreira

No dia 29 de fevereiro, a Equipa da Pastoral Familiar e a Catequese da paróquia da Barreira proporcionaram aos pais e a outros educadores um momento de formação e partilha com o tema “Afetos e Sexualidade – como falar aos Filhos “. Foi orientado pela enfermeira Sofia Sousa da Marinha Grande. Foi um encontro de conversa e partilha sobre um tema tão importante e desafiante nos dias de hoje.

A formadora, quer pela experiência como mãe e enfermeira na área da Saúde Familiar, quer pela formação que faz nas escolas de primeiro e segundo ciclos, precisamente nesta área, deu dicas importantes de como abordar este tema com os nossos filhos e como responder às imensas perguntas que eles nos fazem.

Aconselhou a que, sobre os “Afetos e a Sexualidade”, se fale sempre de forma simples, tentando dar o lado mais bonito, fazendo entender aos nossos filhos que o namoro e a sexualidade são naturais. Disse que a educação sexual deve ser abordada em casa desde cedo de forma simples, natural e muito positiva. Assim, aqui seguem mais alguns ensinamentos da formadora.

Quando os nossos filhos desde pequeninos nos questionam sobre “como nasci” e “como é que o bebé apareceu na barriga da mãe”, devemos reforçar que nasceu porque o pai e a mãe se amam, namoram muito e pediram muito a Jesus. Acentuar sempre o lado mágico, o mistério da vida e fazer-lhes sentir que ter um bebé na barriga é uma bênção.

Salientou que é preciso aproveitar e explorar todas as oportunidades para ir abordando o tema. Qualquer acontecimento pode proporcionar o momento certo. Até mais ao menos aos 10 anos de idade é melhor altura para se ir falando com os nossos filhos sobre a sexualidade pois, partir desta idade, eles já não se abrem tanto connosco mas sim com os amigos. É pois importante estarmos atentos e conhecermos os amigos e companheiros dos nossos filhos.

Devemos também desde cedo sensibilizar os nossos filhos para o respeito que devemos ter com o nosso corpo. Fazê-los perceber que o toque dos nossos pais é diferente do toque de estranhos e que devemos preservar sempre a nossa intimidade.

Quando atingem a puberdade e um sem número de dúvidas e receios assolam os nossos adolescentes, com a maior naturalidade possível, com a linguagem correta, devemos ajudá-los a aceitar o seu corpo, as diferenças e as mudanças. Fazê-los sentir que tudo isso é muito normal e não são os únicos a passar por todas estas alterações.

Com os adolescentes é importante falar da sexualidade como sendo um passo para a vida adulta. Alertando sempre para três pilares importantes, uma possível gravidez, as doenças e os sentimentos/afetos. Aproveitar todas as oportunidades para puxar pela reflexão dos nossos filhos, ir questionando sobre o que sentem, pensam ou julgam sobre qualquer assunto, por exemplo um filme que estejam a ver, algo que se passou na escola, a opinião de um colega. Ao mesmo tempo, respeitando sempre a sua privacidade, e aceitando a diferença de opiniões, devemos tentar, de forma simples, expressar sempre a nossa opinião e incentivar aos valores.

Nunca esquecendo que os filhos necessitam de pais firmes que coloquem limites, com flexibilidade, devemos sempre estimular a sua maturidade, responsabilidade e independência. Fazê-los sentir que estamos ali para os ajudar e que os entendemos pois também nós já passámos pela adolescência.

A propósito deste encontro, uma das mães presentes partilhou este testemunho: “Parabéns por esta iniciativa e pela escolha deste tema, tao pertinente. Sim, uma ação de formação para falar sobre afetos e sexualidade com os nossos filhos, parece tão assustador, mas a enfermeira Sofia Sousa mostrou que a chave para o sucesso destas conversas difíceis são: abordar o tema com simplicidade e com amor, sem nunca fugir da questão. Muito obrigada pelo excelente serão proporcionado pela equipa da Pastoral Familiar e da Catequese da paróquia da Barreira. E espero que haja mais!”

Arminda Filipe
Arminda Filipe
Equipa da Pastoral Familiar da paróquia da Barreira
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