Cardeal D. António Marto apresentou caminhos para “colocar Jesus no meio do mundo”

Cardeal D. António Marto apresentou caminhos para “colocar Jesus no meio do mundo”

Na homilia da Missa da Apresentação do Senhor, o bispo de Leiria-Fátima exortou a assembleia a “colocar-se com Jesus no meio do povo”, através da “ternura” e da “consolação” para com os mais frágeis. Aos consagrados, que hoje celebram o seu dia, desafiou a serem testemunho de esperança.

Neste Domingo da Festa da Apresentação de Jesus no Templo e da Purificação da Virgem Santa Maria, em que a Igreja celebra também o Dia dos Consagrados, padres, religiosos e religiosas, reuniram-se no Santuário de Fátima para rezar pelas vocações e em especial pelos consagrados que este ano celebram o jubileu. A Missa, na Basílica da Santíssima Trindade, foi presidida pelo cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, que exortou a assembleia a “colocar-se com Jesus, no meio do mundo”.

Na homilia, após uma breve contextualização do relato da Apresentação do Senhor, o prelado centrou a exegese no exemplo de louvor de Simeão ao receber Jesus nos braços.

“O cântico de Simeão é o cântico do homem crente, que, do fundo do seu coração, pode proclamar que a esperança em Deus nunca desilude. (…) Também nós somos convidados a entoar este cântico de esperança e alegria, porque Jesus vem ao nosso encontro e está connosco… É a nossa luz, consolação, alegria e salvação”, afirmou o cardeal português, ao estabelecer um paralelismo entre a alegria do cântico de Simeão e a alegria da “herança da fé”, que passa entre gerações.

A partir deste episódio evangélico, o bispo de Leiria-Fátima exortou os peregrinos a também se colocarem “com Jesus, no meio do seu povo, não como ativistas da fé, mas como homens e mulheres ungidos no Batismo, com o espírito do amor”, apresentando situações do mundo atual onde este desafio pode ser concretizado.

“Colocar Jesus no meio do seu povo significa ter um coração contemplativo, capaz de discernir como é que Deus caminha com as pessoas, pelas ruas das nossas cidades; significa querer ajudar a levar a cruz dos nossos irmãos, tocar as chagas de Jesus nas chagas deste mundo, que está ferido e que anseia por ressuscitar para uma vida nova e digna. (…) Movidos e iluminados pelo Seu Espírito, ao jeito de Simeão e de Ana, sejamos todos testemunhas e portadores da luz, da ternura, da consolação, da esperança de Jesus aos nossos irmãos em humanidade, sobretudo aos mais frágeis, vulneráveis, pobres e descartados, e, assim, as nossas vidas tornar-se-ão num cântico da esperança e da alegria do Evangelho.”

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Consagrados desafiados a serem testemunho de esperança para um mundo que dela carece

Dirigindo-se em particular aos religiosos e religiosas ali reunidos neste Dia dos Consagrados, D. António Marto agradeceu, emocionado, em nome da Diocese de Leiria-Fátima, o “testemunho de fé e de dedicação” e o apoio na oração ao seu episcopado.

“Com a vossa consagração pessoal e o carisma particular de cada instituto sois chamados e chamadas a dar rosto concreto a esta missão de colocar Jesus no meio do seu povo, e de vos colocardes a vós mesmos com Jesus no meio desse povo e ao seu serviço. Sois chamados a serdes mulheres e homens, que, não só vivem com esperança, mas que a transmitem e contagiam a um mundo que sofre de anemia de esperança”, disse aos religiosos e religiosas, convidando-os, momentos depois, a renovar os votos segundo esta perspetiva.

O Dia Mundial da Vida Consagrada, que se celebra pela 24.ª vez na data em que a Igreja festeja a Apresentação do Senhor ao Templo, foi instituído por São João Paulo II.

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