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REDE nº 10

Categoria: Notícias
Criado em 08-03-2019

Quem acompanha as intervenções públicas do nosso Bispo já percebeu que, nos últimos meses, ele tem reiteradamente feito referências aos escândalos que são os abusos a crianças feitos por responsáveis da Igreja.

Ainda na quarta-feira de cinzas — e disso damos conta nesta edição — fez uma nova referência a esses tristes episódios. Esta necessidade que o D. António tem de se pronunciar sobre o tema torna-se ainda mais evidente pelo manifesto semblante de tristeza que deixa inconscientemente transparecer nessas ocasiões. E, no rosto dele, está o rosto de cada cristão que sofre com cada vítima. No rosto dele, está o rosto de toda a Igreja que, mesmo assumindo ser pecadora, quer, de alguma forma e se é que isso seja possível, tentar repôr a justiça e a equidade que faltou nos momentos em que cada criança sofreu o jugo de quem devia ser amparo nos momentos de fragilidade.

Não será por acaso que o problema está indelevelmente presente na própria mensagem episcopal para esta Quaresma e que, como não podia deixar de ser, segue a linha de reflexão do próprio Papa Francisco. Vai para além de assumir a Igreja como pecadora para “reconhecer a força destruidora do pecado”, uma força “cada vez mais invasora, que se espalha e contamina como mancha de óleo”, à qual “não podemos ficar indiferentes ou olhar para o lado” e reconhecê-la “e chamar-lhe pelo nome: é a face do mal, o pecado”.

É bem verdade que muitos dos que criticam ferozmente a Igreja pelo encobrimento a que tem votado estes episódios que se tornaram manchas indeléveis, continuariam a disparam sem apelo nem agravo as suas condenações para o seu alvo preferido, por haver na sua base aquela malícia ideológica que se percebe à distância. A acusação de que, depois da recente cimeira sobre a problemática, nada de prático foi feito e que continua tudo tal como antes, era uma acusação previsível, assim como continua a ser previsível algumas intervenções menos felizes de representantes hierárquicos. Admitindo que alguma da mudança de atitude tenha sido tomada na sequência de pressões mediáticas (e, neste particular, será sempre de louvar a comunicação social pelo seu papel denunciador e que, afinal, tem um pouco de cristão), a resposta da Igreja nunca pode ser uma resposta às exigências do mediatismo. E nisso, o nosso Bispo está a dar o exemplo: o exemplo do pastor que reúne as suas ovelhas e partilha com elas a sua dor. Porque os microfones da praça pública nunca amplificarão o que não for mensagem do coração.

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