Materiais sobre o Jubileu da Misericórdia

Categoria: Materiais
Criado em 15-12-2015

Para explicar conceitos e ajudar a entender o contexto deste Jubileu da Misericórdia, respondemos a algumas questões de base, recordamos alguma doutrina e apontamos os materiais que a Diocese preparou para este ano.

 

Sobre o “jubileu”


O que é um Jubileu?

A celebração do Jubileu católico tem origem no Jubileu hebraico, onde a cada 50 anos, durante um ano, chamado ano sabático, eram libertados escravos, as dívidas eram perdoadas e as terras deixavam de ser cultivadas, entre outras coisas. Estas comemorações são referenciadas na Bíblia, nomeadamente em Levítico (LV 25,8).

Na tradição católica o jubileu tem também a duração de um ano, mas tem um sentido mais espiritual, consistindo no perdão dos pecados dos fiéis que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Vaticano (Indulgências).

De onde surge a palavra Jubileu?

A palavra Jubileu vem do hebraico "yobel" que faz alusão ao chifre do cordeiro que servia como instrumento. Jubileu provém também da palavra latina "iubilum" que significa "grito de alegria“.

Qual a diferença entre Jubileu e Ano Santo?

A celebração de um Jubileu ocorre durante um ano, daí que esse ano seja chamado "Ano Santo" ou “Ano Jubilar”. A designação de "Ano Santo" começou a ser utilizada pelo Papa Sisto IV no Jubileu de 1475.

De quanto em quanto tempo se realiza um Jubileu?

O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. Se a celebração de um Ano Santo ordinário ocorre a cada 25 anos, o Ano Santo extraordinário é proclamado pelo Papa sempre que pretenda celebrar algum facto de forma especial. Este é o primeiro jubileu desde o que foi convocado por João Paulo II, em 2000, para assinalar o início do terceiro milénio.

Porque se abre a Porta Santa no início do Jubileu?

A Porta Santa só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. Na cerimónia de abertura, o Papa toca a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: "Aperite mihi leva justitiae, ingressus in eas confitebor Domino”, que significa "Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”. Depois de aberta, entoa-se o Te Deum e o Papa atravessa esta porta com os seus colaboradores.

Quando se realizará o Jubileu da Misericórdia?

O Jubileu da Misericórdia, é um Jubileu extraordinário e o seu início será assinalado oficialmente a 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Neste dia celebra-se também o 50.º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II. O encerramento do Ano Santo será no dia 20 de novembro de 2016.

Porque convocou o Papa Francisco este Ano Santo?

“Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho”, justificou o Papa Francisco aquando do anúncio oficial do 29.º Jubileu da história da Igreja. E acrescentou que “ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus” e que a Igreja “é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém. (…) As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem”.

 

Sobre a Misericórdia


O que é a misericórdia?

É a manifestação do amor, compaixão e bondade de Deus para com o homem nos seus “tormentos e misérias” (Lm 3, 19) físicas, sociais, morais e espirituais, para o socorrer, salvar e recuperar: “O Senhor não rejeita ninguém para sempre. Embora castigue, tem compaixão, porque é grande o seu amor” (Lm 3, 31-32).

Os salmos estão cheios de súplicas de misericórdia e de louvor a Deus por socorrer os seus fiéis nas tribulações. Exemplo: “É Ele quem perdoa as tuas culpas e cura todas as tuas enfermidades. É Ele quem resgata a tua vida do túmulo e te enche de graça e de ternura. (Sl 103, 3-4; cf 146, 7-9; 147, 3.6; 136).

Como Deus é misericordioso para com os homens, assim estes são chamados a sê-lo para com os seus semelhantes.

A misericórdia na prática dos homens

O amor misericordioso manifesta-se na compaixão para com os outros, no cuidado das suas feridas e no dar a mão para a sua plena recuperação física, espiritual, moral e social. Isto traduz-se nas chamadas obras de misericórdia corporais e espirituais. O elenco é exemplificativo, devendo ser aumentado segundo os cuidados requeridos pelas carências das pessoas que se encontram.

As sete obras de misericórdia corporais

1. Dar de comer a quem tem fome

2. Dar de beber a quem tem sede

3. Vestir os nus

4. Dar pousada aos peregrinos

5. Visitar os enfermos

6. Visitar os presos

7. Enterrar os mortos.

As sete obras de misericórdia espirituais

1. Dar bons conselhos

2. Ensinar os ignorantes

3. Corrigir os que erram

4. Consolar os tristes

5. Perdoar as injúrias

6. Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo

7. Rezar a Deus por vivos e defuntos.

Caminho a percorrer e metas a alcançar

Os gestos de abertura do Ano da Misericórdia são ricos de significado simbólico e espiritual:

1. A peregrinação da misericórdia rumo à Porta Santa apresenta um duplo significado: é imagem da peregrinação interior que cada pessoa realiza na sua existência – sair de casa, de si e das suas comodidades ou do egoísmo, para ir ao encontro de Deus e deixar-se abraçar pela sua misericórdia; indica também a misericórdia como meta a alcançar e caminho a percorrer mesmo com fadiga e sacrifício.

2. A abertura da Porta da Misericórdia, símbolo da entrada no coração misericordioso de Deus aberto para nós no lado trespassado de Cristo na Cruz. A verdadeira Porta da Misericórdia é Cristo. Entrar por ela é “experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança” .

3. O Evangeliário, símbolo de Cristo, Palavra da misericórdia incarnada que caminha à frente do seu povo. A sua Palavra é luz e guia.

4. A memória do Batismo: é um convite a ir à fonte da misericórdia onde foi derramado em nós e selado o amor entranhado de Deus que nos torna seus filhos, nos reveste da sua graça, nos conhece pelo nome e nos ama sempre e para sempre não obstante os nossos limites e pecados.

5. Memória (implícita) do sacramento do perdão: convidando a reconhecer que somos pecadores e a receber o perdão como carícia do Pai que sempre espera por nós, que não desiste de nós, que não se cansa de nos perdoar e nos torna capazes de também perdoar aos outros.

6. A celebração da Eucaristia, vértice da abertura do Ano Jubilar: nela celebramos a presença real de Cristo ressuscitado com todo o seu infinito amor misericordioso oferecido por nós e oferecido a nós hoje em comunhão como alimento para o caminho.

7. A visita à Mãe da Misericórdia para aprender dela a abrir o nosso coração e a viver, testemunhar e cantar a gratidão do amor misericordioso que faz maravilhas.

8. Finalmente, o momento da saída: não basta atravessar a porta santa, entrar no lugar sagrado, cumprir todos os ritos e deixar-se tocar pela graça divina. É preciso prestar atenção à saída lembrando-nos que recebemos um dom e uma missão: “sede misericordiosos como o vosso Pai celeste”. O amor misericordioso dos cristãos deve estar no mesmo cumprimento de onda de Deus Pai, levando à prática das obras de misericórdia na vida de cada dia ajudando os irmãos em necessidade material, social ou espiritual.

D. António Marto

 

Materiais


Sítio oficial

O melhor local para aceder a toda a informação sobre este Jubileu é o sítio oficial, localizado no portal do Vaticano e à disposição dos fiéis em várias línguas, também em português.

Folheto informativo

Poderá descarregar aqui um pequeno livro onde se publica a bula do Papa, o logótipo, o hino oficial, a oração e muitos outros elementos oficiais para viver e celebrar o Ano da Misericórdia.

Nota pastoral do Bispo diocesano

O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, publicou uma nota pastoral para este Ano Santo, onde apresenta o contexto e as dinâmicas que pretende ver concretizadas na Diocese. Poderá ler o texto integral neste portal, para ficar com toda a informação essencial.

Guião para passar a Porta Santa

Os peregrinos que desejem fazer a experiência espiritual da passagem pela Porta Santa na Sé de Leiria têm à disposição um desdobrável para os guiar nos atos recomendados. Entrando no templo, os fiéis têm 4 passos a praticar: memória do Batismo, ato de Reconciliação, devoção à Virgem Maria e momento de adoração eucarística. Em cada um deles, lê e medita uma passagem da Palavra de Deus e faz uma oração. Na saída, levará no coração a exortação de Jesus a ser misericordioso como o Pai do Céu o é para com cada um dos seus filhos.

As peregrinações para passar a Porta Santa, na Sé ou no Santuário de Fátima, podem fazer-se pessoalmente, em família, em grupo ou movimento eclesial, em comunidade, paróquia ou Vigararia.

Evangelho de S. Lucas

Esta edição de bolso com alguns salmos, iniciativa da diocese de Santarém a que se associou a de Leiria-Fátima, visa promover a leitura orante da palavra de Deus, para O escutar e ser iluminado e guiado na vida quotidiana. Tem uma explicação breve sobre o modo de a praticar a nível pessoal, familiar ou de grupo. O Evangelho de S. Lucas é chamado o “evangelho da misericórdia”, pois esta é narrada nele em várias parábolas, entre as quais a do “filho pródigo” ou do “pai misericordioso”.

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Video

Entrevista de D. António Marto à Agência Ecclesia

Prestes a receber o Papa Francisco em Fátima, D. António Marto fala da visita, do Centenário das Aparições e da Mensagem de Fátima.



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