Outros Santos e Beatos da Diocese

Tags:Santos, Beatos
Categoria: Padroeiros
Criado em 08-03-2012

S. Frei Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira) – O seu processo de canonização foi conduzido pela Diocese de Lisboa. É aqui incluído porque, na sua vida civil, foi conde de Ourém (1385 a 1422), e tem grande culto na diocese de Leiria-Fátima, desde a aprovação do culto como beato, em 1918, a poucos dias da restauração da diocese de Leiria.

Nasceu em Paço do Bonjardim ou Flor da Rosa, a 24 de Junho de 1360. Também conhecido como Santo Condestável ou simplesmente Nun’ Álvares, foi um nobre e guerreiro português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela.

Nuno Álvares Pereira foi também 2.º Condestável de Portugal, 38.º Mordomo-Mor do Reino, 7.º conde de Barcelos, 3.º conde de Ourém e 2.º conde de Arraiolos.

Após a morte da sua mulher, tornou-se carmelita (entrou na Ordem em 1423, no Convento do Carmo, que mandara construir como cumprimento de um voto). Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Aí permanece até à morte, ocorrida em 1 de Novembro de 1431, com 71 anos.

Uma escultura sua encontra-se no Arco da Rua Augusta, na Praça do Comércio, em Lisboa, outra no castelo de Ourém e uma, equestre, no exterior do Mosteiro da Batalha. Tem também uma estátua em Flor da Rosa, um dos dois locais apontados como sua terra natal.

São Nuno foi canonizado pelo Papa Bento XVI, em 26 de abril de 2009, e sua festa é a 6 de Novembro.

 

Na diocese de Leiria-Fátima, existem as seguintes pessoas beatificadas, a aguardar canonização:

 

Beato Simão Lopes, natural de Ourém, concelho de Ourém, estudante, "lançado vivo ao mar, a 15 de Julho de 1570", quando ia a caminho do Brasil, na companhia do Beato Inácio de Azevedo, S. J., e de mais 38, portugueses e espanhóis, que são conhecidos como "Mártires do Brasil". Beatificados por Pio IX em 1854. O processo de canonização de Simão Lopes e seus 39 companheiros está em curso em Roma. Postulador Padre Paolo Molinari. Encarregado em Portugal, Padre João Caniço. 

Beato Francisco Marto, nascido em Aljustrel, Fátima, concelho de Ourém, a 11 de Junho de 1908, baptizado a 20 do mesmo mês e ano, falecido a 4 de Abril de 1919 e beatificado pelo Papa João Paulo II, no Santuário de Fátima, a 13 de Maio de 2000; 

Beata Jacinta Marto, nascida em Aljustrel, Fátima, a 11 de Março de 1910, baptizada a 19 de Março do mesmo mês e ano, falecida em Lisboa, a 20 de Fevereiro de 1920, e beatificada pelo Papa João Paulo II, no Santuário de Fátima, a 13 de Maio de 2000. O processo de canonização de Francisco e Jacinta Marto está em curso, na Congregação para a Causa dos Santos, a cargo da postuladora geral, Irmã Ângela Coelho. Ver sítio www.pastorinhos.com

Padre Manuel Nunes Formigão (Tomar, 1.01.1883 – Fátima, 30.01.1958) – Apóstolo de Fátima e Fundador da Congregação de Nossa Senhora das Dores de Fátima. O processo de canonização foi aberto, na diocese de Leiria-Fátima, a 15 de Setembro de 2001, e encerrado a 16 de Abril de 2005. Foi entregue na Congregação para a Causa dos Santos pelo Promotor da Justiça, Padre Manuel Morujão. Postulador: Manuel Saturino Gomes; Vice-Postuladora: Irmã Gertrudes Ferreira.

 

Existem mais pessoas, relacionadas com a área da actual Diocese de Leiria-Fátima, que têm culto popular:

 

Santa Iria, segundo uma das tradições populares, era natural do lugar da Torre, freguesia do Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, martirizada no ano de 653, em Tomar, e tem culto com imagem, na capela que lhe é dedicada, no mesmo lugar da Torre. 

Santa Teresa de Ourém, natural de Ourém, concelho de Ourém, falecida a 3 de Setembro de 1266, com fama de santidade, tem culto na mesma paróquia de Ourém com imagem, existindo também um relicário com um crânio, considerado como pertencente à mesma. 

D. Fernando, "Infante Santo" (Santarém, 29.09.1402-Fez, 5.07.1443) – Teve culto no Mosteiro da Batalha, desde o ano de 1451, em que foram depositadas no seu túmulo as "relíquias da fressura, coração e tripas e de tudo o que foi tirado do corpo deste Infante quando o em Fez os mouros fizeram abrir". Este culto sobreviveu à proibição das festas em sua honra, pelo Bispo de Leiria, D. Martim Afonso Mexia (1605-1615), "por não ser o Infante beatificado nem canonizado" (Couseiro (c. 1657) e às determinações da Constituição "Coelestis Hierusalem", do Papa Urbano VIII (1634), proibindo o culto a pessoas que não tivessem sido, ao menos, beatificadas pela Igreja, a não ser que se provasse um culto imemorial.
Num Congresso, realizado em Santarém, no 6º centenário do nascimento de D. Fernando, foi proposta, por D. Eurico Dias Nogueira, a retomada do processo de beatificação, já sugerida por Domingos Maurício Gomes dos Santos, em 1927 ("não só em repor no lugar que lhe compete na história, a figura esquecida do cativo de Fez, mas colocá-la aí, em todo o fulgor da sua verdadeira história, isto é, aureolada pelos esplendores do culto canónico e de gratidão patriótica").
Uma comissão de pessoas, estudiosas desta figura histórica, propuseram ao Senhor D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, na sua qualidade de bispo da diocese de Leiria-Fátima, onde se encontra o túmulo do Infante, no mosteiro da Batalha, a introdução da causa de canonização, proposta que ainda não teve seguimento.

 

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