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Assembleia dá sinal de partida a um biénio juvenil

Categoria: Notícias
Criado em 08-10-2018
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Com bastantes mais jovens do que o habitual em assembleias diocesanas, a deste ano, no dia 7 de outubro, marca o arranque de um biénio pastoral que lhes é especialmente dedicado. Mas são de todas as faixas etárias, vindas das múltiplas comunidades desta Igreja particular de Leiria-Fátima, as cerca de meio milhar de pessoas que marcam presença junto do seu Bispo, D. António Marto, para este pontapé de partida.

O cenário montado apresenta algumas diferenças. As várias filas de cadeiras lá estão, mas uma alcatifa convida a juventude a aproximar-se mais da dianteira e a assumir uma posição mais descontraída no chão. Em redor, alguns quadros remetem para o tema da Última Ceia. Ao centro, além dos sinais indispensáveis a uma assembleia cristã – a cruz e um ícone mariano –, alguns cubos desalinhados onde umas sapatilhas abrem caminho e uma ligeira decoração enquadra um conjunto de sofás, uma mesa de centro, indiciando que vai haver conversa.

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A sessão vai começar. Diana Costa, sozinha à viola, não fica muito tempo sozinha no canto, já que as músicas juvenis com que ambienta esta tarde são rapidamente reconhecidas e acompanhadas por quase todos. Maria João introduz o tema e apresenta o programa, convidando D. António Marto a presidir à oração inicial. Depois, cede o lugar ao painel, em jeito de debate televisivo, dirigido por João Francisco Gomes, jovem leiriense e jornalista do Observador. Convida à conversa Elsa, João, Vanessa, Fátima e Rita, também jovens e ligados a dinamismos diversos da pastoral juvenil, desde o serviço diocesano a sectores como o escutismo, o ensino superior, os grupos paroquiais, as missões e alguns movimentos eclesiais.

 

Testemunhos e inquietações

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Começam por falar da sua experiência de trabalho em Igreja e das razões que os levam a “dar testemunho e a partilhar ideais”. Nos diversos ambientes, muitas vezes perante resistências e críticas, a sua ação é um “exercício de liberdade e de respeito pela liberdade dos outros”. Mais do que convencer, a sua presença nota-se pelo “convite a experimentar”, seja participando em iniciativas que organizam, seja mostrando “sinais de fé e felicidade”.

A Igreja é para jovens e feita, também, de jovens, concordam todos. Alguns dizem que é difícil ser cristão, já que “não está na moda”. É uma “questão de prioridades e de compromisso”, em que cada um decide se quer aproveitar esta pertença como “espaço de conhecimento de Deus e de si próprio”. Outros acham que “até é fácil”, pois o jovem cristão “não é diferente”, no sentido em que pode fazer tudo o que os outros fazem, apenas “marca pela diferença” pelo modo como faz e como escolhe o que quer fazer. Outra certeza é a de que “os jovens são essenciais à vida da Igreja”, não só como garantia de futuro, mas como contributo presente para que ela seja “expressão da comunhão do mundo”.

Será que os jovens estão a “sair da Igreja”? O que fazer para “inverter a tendência”? É certo que as maiorias juvenis não seguem a prática cristã como em tempos passados. Há trabalho a fazer, como “apostar no convite individual”, “fazer ouvir as pessoas certas”, “compreender as suas necessidades e a forma como comunicam para se fazer entender”, “dar espaço à inovação nas formas de comunicar e de oferecer propostas de espiritualidade”, “mostrar proximidade e capacidade para ouvir”, “abandonar o estilo de escola na formação”, “cativar outros pelo exemplo”, “mostrar felicidade, sorrir, dar testemunho”.

Quanto aos temas a abordar “sem medos”, deverão ser “aqueles que os preocupam” e alguns foram apontados: suicídio, questões da bioética como a eutanásia e o aborto, as relações familiares, amorosas ou de amizade, a importância do compromisso ou o uso do tempo. Importante é “mudar a semântica e ser mais concreto nos temas”, deslocando o discurso do “pecado” para o amor e a libertação”.

O “entrevistador” deixa um último convite: uma mensagem para o Papa e para o Bispo diocesano. “Há que agarrar nos jovens e mostrar caminho, não condenar, não afastar da paróquia, mas dar responsabilidades”. “Dar testemunho da sua vida pessoal e de também terem sido jovens com as mesmas questões”. “Apostar na educação não formal e oferecer meios para fazer sentir a experiência de Deus, mostrando que é possível ser santo no Século XXI”. “Vigiai e orai! Estão a ir bem…”.

 

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Um plano feito de dinamismos

D. António Marto agradeceu a partilha e estendeu a sua gratidão aos muitos jovens presentes, “de todas as idades”. Sobre o próximo biénio pastoral, esclareceu que é apenas coincidência com a convocação pelo Papa Francisco de um sínodo dos bispos sobre os jovens na Igreja. O “nosso” plano estava desenhado desde há 5 anos, partindo de um estudo sobre as preocupações pastorais identificadas pelos fiéis como mais prementes. A família, em primeiro lugar, foi o tema do biénio de 2013-2015. Os jovens, em segundo lugar, serão agora o centro das atenções, depois dos centenários das Aparições de Fátima (2015-2017) e da Restauração da Diocese (2017-2018).

De forma resumida, o Bispo diocesano apresentou a carta pastoral “A alegria da fé no caminho dos jovens”, que escreveu para orientar o percurso dos próximos dois anos. No final, sublinhou que se pretende um programa pastoral que “não seja uma mensagem teórica, mas viva e experiencial”, sendo essencial “maior coordenação de agentes pastorais, desde os serviços aos movimentos, comunidades e grupos”.

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Antes da oração e da bênção de envio, um último duplo pedido: “que todas as paróquias e vigararias estejam abertas a criar dinamismos novos e que aproveitem os dinamismos já existentes para oferecer uma resposta mais atual e eficaz às necessidades dos jovens”.

Luís Miguel Ferraz

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