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Jubileu das Vocações na Festa da Fé

Categoria: Notícias
Criado em 20-06-2018
©LMFerraz

O Jubileu das Vocações, anualmente realizado a convite do Bispo, foi este ano integrado na Festa da Fé, tendo ocorrido no domingo 17 de junho, na igreja do Convento dos Franciscanos, em Leiria.

Um casal casado há 65 anos e dois há 60 anos foram os representantes com maior longevidade no vínculo matrimonial. A eles se juntaram mais 35 casais unidos há 50 anos e 18 formados há 25 anos. As paróquias de proveniência foram diversas: 2 do Arrabal, 2 da Azoia, 8 da Barreira, 1 da Batalha (Comunidade Cristã da Golpilheira), 6 da Caranguejeira, 2 de Leiria, 1 da Maceira, 4 da Marinha Grande, 2 dos Marrazes, 1 das Meirinhas, 1 de Mira de Aire, 2 de Monte Real, 2 de Nossa Senhora da Piedade – Ourém, 4 da Ortigosa, 3 dos Parceiros, 10 de Pataias, 1 dos Pousos, 2 de São Mamede e 2 de Vermoil.

Mas outras vocações marcaram presença. Da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (Convento de Santa Clara. Cruz da Areia) veio a irmã Jacinta de Jesus Lourenço, consagrada há 60 anos, e a irmã Maria de Lurdes de Oliveira Neves, religiosa há 50 anos. Das Cooperadoras da Família veio Matilde Pereira Ferreira, de Leiria, que fez votos de consagração secular há 50 anos, e do Instituto Secular das Servas do Apostolado veio Maria Helena Inácio João, da Maceira, leiga consagrada há 25 anos.

Quanto aos sacerdotes, participaram quatro ordenados há 50 anos na Diocese de Leiria-Fátima: António Lopes Sousa, António Pereira Faria, Artur Ribeiro de Oliveira e José Marques dos Reis.

“Somos uma só família”, disse D. António Marto, no momento do acolhimento, a todas estas famílias de vocações diversas. “E, como qualquer família, em Igreja, gostamos de celebrar as datas marcantes da vida e, sobretudo, celebrar as histórias de amor escritas no livro da vida”, completou. O Bispo diocesano referiu que, ao celebrar a fidelidade vocacional ao longo de tantos anos, “não esquecemos as crises e provações, que fazem parte da natureza humana”, mas olhamos para “a forma como foram vividas e ultrapassadas, com a força da fé e a marca do amor”.

Na sua diversidade, as vocações ao matrimónio, à vida consagrada ou ao sacerdócio constituem “uma riqueza para a Igreja” e têm como fator comum “a entrega amorosa ao outro, seja entre um esposo e uma esposa, seja dos consagrados a uma comunidade”. Por isso, essas são “as histórias que vale a pena partilhar e que são mais bonitas do que as de qualquer novela, com alguns episódios que só Deus conhece”. D. António Marto frisou, a esse propósito, a importância do testemunho da vida, “que vale mais do que qualquer discurso do Bispo” para mostrar aos filhos e netos e a toda a sociedade “que é possível ser feliz na fidelidade a um projeto de vida matrimonial ou de entrega total a Deus e à sua Igreja”.

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A partilha desses testemunhos é, precisamente, o centro da celebração jubilar que os departamentos diocesanos da pastoral familiar e vocacional organizam anualmente. Desta vez, a primeira intervenção coube ao casal Ana Isabel Fernandes e Luciano Costa, da paróquia dos Pousos, casados há 25 anos. Começaram por referir um ponto de partida divergente na sua caminhada de fé, ele sempre envolvido na comunidade cristã e com uma prática regular em Igreja, ela afastada desde os primeiros anos da catequese. O namoro foi a oportunidade para a reaproximação e para descobrirem juntos que “a vida com Deus tornava tudo mais fácil”. No movimento das Equipas de Nossa Senhora encontraram a ajuda para desenvolver a “espiritualidade conjugal”, experimentaram várias tarefas eclesiais, até a nível diocesano, e hoje, com os filhos, são uma família ativa em diversos âmbitos da comunidade paroquial.

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A mesma sede de espiritualidade sentiu, desde a adolescência, Maria Helena Inácio João, da Maceira. A experiência de namoro não preencheu o desejo de entrega total aos outros, a que correspondeu, no campo profissional, como enfermeira e, no campo vocacional, como leiga consagrada, já lá vão 25 anos. “A vontade de Deus é a minha paixão”, disse. E o Instituto Secular das Servas do Apostolado foi onde encontrou resposta para viver essa espiritualidade. Além da dedicação ao irmão sacerdote, sente-se realizada, entre outras tarefas, na ação sócio-caritativa.

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A entrega total foi também o caminho do padre António Sousa, há 50 anos, que resume em “experiências de felicidade”. Recordou os primeiros passos como sacerdote, no serviço paroquial em Porto de Mós, na Mendiga e no Arrimal, onde o trabalho com os escuteiros, com os jovens e na edificação das igrejas foi o mais marcante. Mas nada é certo e definitivo neste caminho e a obediência ao que o Bispo lhe pedia falou sempre mais alto. Por isso, deixou “com pena” as paróquias, para assumir o cargo de secretário episcopal e, mais tarde, capelão e administrador no Santuário de Fátima. Aí descobriu como principal fonte de alegria a “pastoral da reconciliação”, especialmente na celebração do sacramento da Penitência. Acompanhar as histórias dos peregrinos, ajudar à sua oração e conversão foi sempre o que o levou a “não conseguir conter as lágrimas”, também pela alegria da missão cumprida.

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Mais um testemunho de vida matrimonial foi dado por Maria Henriqueta e António Perdigão, da paróquia de Nossa Senhora da Piedade – Ourém, casados há 50 anos. Com humor e boa disposição, recordaram o início da sua aventura juntos e como saborearam cada conquista e cada passo em frente. Como a vida é “feita de coisas simples”, deram o exemplo de terem levado para a sua primeira casa um único eletrodoméstico, que nem o era bem, já que se tratava de um fogão a gás. “Pouco a pouco, fomos adquirindo outros bens e, com muito sacrifício, construindo o nosso lar”, dizem, alargando esta imagem a outros âmbitos da solidificação da família. Hoje, os filhos e os netos tornaram-se o centro das atenções, mas não esquecem o envolvimento na comunidade mais alargada onde vivem e sabem que continuam a contar com a “ajuda de Nossa Senhora”, como sempre fizeram durante o último meio século de matrimónio.

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Um momento de oração e a consagração a Nossa Senhora foi, precisamente, o modo como todos os jubilários concluíram o encontro. Dali partiram para a praça da República, onde se juntaram a outros milhares de diocesanos, para a Eucaristia de encerramento da Festa da Fé. Nessa celebração, após a homilia, fizeram a renovação dos votos vocacionais. O vento não deixou que todas as velas permanecessem acesas, mas a principal chama, a do amor, continuará, com certeza, a alimentar a fidelidade que até aqui mantiveram no casamento, na consagração ou na vida sacerdotal.

Noutros anos, é costume terminar o encontro em almoço partilhado e convívio, uma parte que não se cumpriu desta vez, já que o programa se integrou na Festa da Fé, que continuou com a procissão, a despedida na Sé e a geminação das paróquias.

Luís Miguel Ferraz


 

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