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Festa da Fé: Celebrar a “memória” e, sobretudo, a “vida”

Categoria: Notícias
Criado em 19-06-2018
©LMFerraz

“É este o motivo da nossa festa: fazer memória agradecida pela história recente de há 100 anos, um século cheio de tantos trabalhos, de muitas angústias, de tantas faltas que ofuscaram a beleza da Igreja, mas também de incontáveis alegrias que importa agradecer e celebrar. Fazemos festa de aniversário, não apenas de uma data, mas da vida eclesial que encheu estes cem anos e nos interpela e impele a caminhar.” – D. António Marto, na sessão de abertura da Festa da Fé.

Ponto de partida

Para muitos diocesanos, a Festa da Fé começou há cerca de um ano, quando D. António Marto a anunciou, na carta pastoral “A alegria de ser Igreja em Missão”. Escrevia então que “queremos que a celebração do centenário da restauração da diocese culmine com uma grande Festa da Fé, de 15 a 17 de junho, em Leiria” e apelava: “Espero a colaboração de todas as comunidades e serviços diocesanos sob a coordenação da comissão constituída para a organizar, bem como uma participação numerosa dos fiéis e de outras pessoas por eles convidados”.

Desde logo, várias equipas de trabalho se constituíram para corresponder a este objetivo, não só a nível diocesano, em múltiplos departamentos e serviços, mas também nas vigararias, paróquias, comunidades, movimentos, congregações e outros grupos eclesiais.

Foi este o ponto de partida para a preparação de muitas das iniciativas e da mostra de carismas e dinamismos pastorais que puderam observar-se nos vários espaços do centro da cidade, no passado fim-de-semana.

Nos últimos meses, e sobretudo nas últimas semanas, essa preparação intensificou-se, de modo a estar tudo a postos para o arranque do evento, pelas 20h30 de sexta-feira 15 de junho, hora a que o Bispo diocesano fez uma passagem pelos principais pontos da festa.

 

Três espaços de referência

Pode dizer-se que a Festa da Fé encheu toda a cidade, percorrendo muitas das suas ruas e praças, bem como espaços culturais e eclesiais, desde os teatros e museus municipais à Catedral, ao Seminário e aos conventos, igrejas e outro edifícios históricos. Mas houve uma centralidade, repartida pelo Mercado de Sant’Ana, Jardim Luís de Camões e Praça Paulo VI.

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No Mercado de Sant’Ana, esteve patente em permanência a “Festa dos Carismas”, com exposições, oficinas e animação teatral e musical assegurada pelas instituições presentes: Cáritas Diocesana, Animação Missionária Franciscana, Apostolado da Oração, Associação Cristã de Empresários e Gestores, Associação Samaritanos, Centro de Preparação para o Matrimónio, Convívios Fraternos, Cursilhos de Cristandade, Equipas de Nossa Senhora, Focolares, Grupo da Imaculada, Legião de Maria, Movimento Católico de Estudantes, Oficinas de Oração e Vida, Renovamento Carismático Católico, Centro Voluntários do Sofrimento, Comunidade Canção Nova, Comunidade Católica Obra de Maria, Fundação Maria Mãe da Esperança e as congregações religiosas Aliança de Santa Maria, Dominicanas de Santa Catarina de Sena, Escravas da Santíssima Eucaristia e da Mãe de Deus, Filhas de Santa Maria de Leuca, Irmãs Franciscanas Divina Providência, Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, Irmãs Oblatas de Maria Virgem de Fátima, Missionários do Verbo Divino, Ordem dos Frades Menores e Ordem Terceira Franciscana, Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, Silenciosos Operários da Cruz e Sociedade das Filhas do Coração de Maria.

Cada uma delas pôde mostrar o seu carisma e revelar a sua identidade e missão em Igreja, sobretudo no diálogo com os visitantes, onde se destacaram as centenas de crianças e adolescentes da catequese que participaram no “Festeja”.

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No Jardim Luís de Camões, ao passar o pórtico simbólico, podia ser vista uma estrutura de exposição do Santuário de Fátima, onde a forma de um coração (e também de uma coroa) remetia para o centro da Mensagem: a manifestação do amor de Deus pelos homens, através da “visita” de Nossa Senhora, em 1917.

Depois, a “Tenda da Memória”, onde era possível percorrer algumas das datas mais marcantes, bem como dados estatísticos, edifícios, os bispos e outros rostos da história desta Igreja Particular, sobretudo nos últimos 100 anos. Era também neste jardim que estava o palco onde atuaram os “Combos”, do Instituto Jovens Músicos e Rockschool, na sexta-feira, e se realizou o Festival Diocesano da Canção Jovem, que incluiu um concerto pelos Maresia, no sábado.

Não menos importante, o bar dinamizado pela Comunidade Cristã da Golpilheira e as tasquinhas, com propostas gastronómicas diversificadas, asseguradas pelas paróquias de Carvide, Juncal, Marrazes, Pousos e Santa Eufémia.

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Por fim, a Praça Paulo VI, onde se instalou o mapa gigante da Diocese, em cerca de 1000 m2, com o recorte das nove vigararias em alcatifas de diferentes cores. Aí foram “instaladas” as respetivas paróquias, cada uma delas representada pela maqueta da igreja matriz e por uma bandeira que foi preparada desde o início deste ano e que participou já na peregrinação diocesana a Fátima, a 18 de março, e na procissão do Corpo de Deus, a 31 de maio.

 

Sessão de abertura

Depois do périplo por estes espaços expositivos, o Bispo diocesano, acompanhado por padres, leigos e representantes de algumas autoridades da cidade, dirigiu-se ao Teatro José Lúcio da Silva, onde decorreu a sessão solene de abertura da Festa da Fé, pelas 21h30.

O espaço principal foi dedicado à música, com um excelente concerto pela Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, entidade que se juntou a este evento para a comemoração do 144.º aniversário do seu Comando Distrital de Leiria. Antes, houve discursos, pelo comandante distrital da PSP, superintendente Paulo Quinteiro, pelo presidente da Câmara Municipal, Raul Castro, e pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, com a tónica colocada na colaboração existente entre estas três instituições, em prol do bem comum da população.

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D. António Marto começou por referir que “o acontecimento que neste ano celebramos na Diocese é uma data memorável que nos convida a olhar o passado com gratidão, a viver o presente com paixão e a abraçar o futuro com esperança”. Nessa linha, lembrou algumas iniciativas promovidas para assinalar o Centenário da Restauração da Diocese e contextualizou esta Festa da Fé como corolário, no meio da cidade dos homens, onde vivem e se integram plenamente os cristãos.

Indicado o motivo da festa, citação com que abrimos este texto, o Bispo diocesano frisou que “continuaremos a fazer memória e a construir uma história que avança” e a “construir pontes com todos os corações, com cada coração humano para que possa viver na alegria a festa maior da pertença à humanidade renovada à luz do Evangelho”.

Apontando a missão da Igreja para este século XXI, a “sair”, “escutar” e “festejar”, D. António Marto voltou a defender que “não fazemos festa sozinhos, em círculo fechado, dentro de muros, mas no meio da cidade com toda a sociedade civil aqui representada pelas autoridades autárquicas, civis, militares, académicas e representantes de diversas instituições”, um processo atual que encontra expressão ao longo da “história desta região e das suas comunidades”. A esse propósito, referiu que “a Igreja não tem qualquer ambição poder”, mas, “no respeito pela autonomia das instituições, todos reconhecem como é importante a colaboração mútua para o bem comum do mesmo povo e como a Igreja, na sua missão própria, contribui para a coesão social com a cultura da fraternidade e do encontro, que é o cimento da coesão; contribui para a proximidade e a solidariedade com a obra social junto dos mais pobres, dos mais frágeis e descartados; para a qualidade de vida, que só é completa com uma vida espiritual de qualidade; e para a promoção cultural pela aliança entre fé, cultura e património artístico”.

Uma referência específica, nesta alocução de abertura, foi para a PSP e o “grande regozijo” em celebrar o aniversário comum. Por fim, o agradecimento a quantos colaboraram na preparação e realização da Festa da Fé, que, “como evento cultural e espiritual, é também um valor acrescentado para a humanização da cidade trazendo para o seu centro a convivialidade e a fraternidade do amor, sem o qual o coração humano e a cidade dos homens se transformam num deserto espiritual”. E deixou o convite à participação de todos, em especial na celebração de encerramento, na Praça da República.

Luís Miguel Ferraz

 


Reportagens fotográficas: Dia 15 - Dia 16Dia 17 

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