Vamos cear com Jesus

Categoria: Homilias/Mensagens
Criado em 16-06-2017

Homilia da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

  

Vamos cear com Jesus 

† António Marto

Jardim de Santo Agostinho (Leiria), 15 de junho de 2017

Refª: CE2017B-005

Celebramos hoje uma festa muito querida ao povo cristão: a festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo ao qual queremos manifestar publicamente a nossa adoração através da procissão eucarística pelas ruas da cidade. A festa é embelezada ainda pela presença de 200 crianças da diocese que fizeram este ano a primeira comunhão. Para vós, caros amiguitos e amiguitas, os meus parabéns e uma saudação carinhosa. Sei que preparastes esta celebração durante a manhã com um jogo chamado “Vamos cear com Jesus”. O que quer dizer então “vamos cear com Jesus”? Antes de mais lembra-nos a última ceia de Jesus com os apóstolos, donde deriva o sacramento da eucaristia. Que é que Jesus fez de especial?

Vamos cear com Jesus: a comunhão com Jesus

Na ceia da despedida, o alimento que Jesus nos oferece é diferente dos outros e das outras refeições. Oferece-se a si mesmo com todo o seu amor.

 Sim, Jesus quis deixar-nos o dom mais admirável: o da sua presença e do seu amor como só Ele o pode fazer: “tomai e comei. Isto é o meu corpo entregue por vós.”. É ele mesmo em pessoa que se dá a nós no sinal do pão para permanecer no meio de nós para sempre. O sinal do pão é simples mas belo e significativo: diz-nos que Jesus é para nós Pão da Vida, alimento que sustenta e fortalece a nossa vida espiritualmente.

Comer este pão é comungar, é entrar em comunhão com a pessoa de Jesus vivo e verdadeiramente presente. É um encontro de grande amizade entre duas pessoas; é deixar que Jesus venha ao meu coração e me transforme interiormente.

Quando comungamos, recebemos Jesus no nosso coração e na nossa vida e fazemos um ato de fé: “Senhor, eu quero comungar contigo, quero viver do teu amor, seguir os teus passos, colaborar contigo para um mundo melhor”.

Como vivo a celebração da eucaristia dominical: participo na missa com gosto pela amizade de Jesus? Vivo a santa missa como um momento de verdadeira comunhão com o Senhor Jesus?

Vamos cear com Jesus: o Pão vivo que dá vida ao mundo

No evangelho, Jesus apresenta-se como o Pão vivo que dá vida ao mundo: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo”.

Não se trata de simples alimento para saciar os estômagos. Como ouvimos na primeira leitura do livro do Deuteronómio, “nem só de pão vive o homem, mas de tudo o que sai da boca de Deus”. Além da fome física, o homem sente outros tipos de fome que não pode ser saciada com o alimento comum: a fome de amor, de acolhimento fraterno, de compreensão, de partilha de perdão; a fome de trabalho, de justiça, de solidariedade; a fome de sentido para a vida, de felicidade, de ânsia dum mundo novo, mas sobretudo a fome de Deus, do seu amor misericordioso e de oração comunitária. Amar e ser amado é mais importante do que o pão para a boca e não é uma brincadeira. Ninguém pode viver feliz sem ser amado e amar. Jesus concede-nos este alimento na eucaristia e através da comunidade dos discípulos quer que ele chegue a todos os necessitados, a todas as periferias.

Como vivo a celebração da eucaristia: de modo isolado, anónimo, indiferente aos outros ou como momento de encontro, de comunhão e de partilha com os irmãos?

Vamos levar Cristo e a bênção do seu amor ao mundo

No final da celebração levaremos e seguiremos Cristo, presente na eucaristia, em procissão pelas ruas da nossa cidade. Confiamos estas ruas, as casas e as famílias que nelas vivem ou trabalham – a nossa vida quotidiana – à sua bondade. Queremos que as nossas ruas sejam também as ruas por onde Cristo passa; que as nossas casas sejam casas onde Ele tenha lugar; que a nossa vida de cada dia seja tocada pela sua presença.

Com este gesto pomos sob o seu olhar misericordioso os sofrimentos dos doentes, a solidão dos jovens e dos idosos, as tentações, os medos que nos perturbam, toda a nossa vida.

A procissão termina com a bênção do Santíssimo: é expressão de uma grande bênção pública para a nossa cidade e para toda a diocese: o Senhor Jesus ressuscitado em pessoa, realmente presente no Santíssimo Sacramento, é ele mesmo a bênção divina para o mundo, para todos e cada um de nós!

 

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