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Semana Santa: Celebrar a cruz como sinal de vida

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Criado em 12-04-2017

Estamos em plena Semana Santa, em que culmina a Quaresma e se celebra de modo mais intenso o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Depois de cinco semanas de um tempo de preparação, marcado pela oração, formação espiritual, penitência e conversão, esta é a Semana Maior, a mais importante para os cristãos.

“O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico, porque a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus foi realizada por Cristo especialmente no seu mistério pascal, pelo qual, morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando restaurou a vida”. Assim indica o n.º 18 das “Normas sobre o Ano Litúrgico”, apontando a importância destas celebrações, a mais solene e importante das quais é a Vigília Pascal.

2017-04-12 semanasanta

 

Quinta-Feira Santa

Antecipando a entrada no Tríduo Pascal, na manhã de Quinta-Feira Santa, o Bispo diocesano preside à Missa Crismal. Com a participação habitual de muitos fiéis, é nela que todo o clero é convidado a renovar os compromissos sacerdotais e são benzidos os Santos Óleos para os sacramentos do Batismo, do Crisma e da Unção dos Enfermos.

O Tríduo começa neste dia, ao final da tarde, com a Missa da Ceia do Senhor, cujos textos e orações realçam que Cristo, com a instituição da Eucaristia, nos faz participar na sua Páscoa. Sublinham também a instituição do sacerdócio, sem o qual não há Eucaristia, e ainda o nexo existente entre a celebração da Eucaristia e a caridade fraterna. É neste contexto que deve ser entendido o lava-pés, um gesto que manifesta a entrega de Jesus. A celebração tem caráter festivo, pelo que se canta o hino de glória e tocam os sinos. No final, faz-se a trasladação do Santíssimo para um local fora da igreja, deixando vazio o sacrário.


Sexta-Feira Santa

A Sexta-Feira Santa é um dia inteiramente centrado na cruz, que se venera, não como símbolo de morte, mas de vida, pois foi por ela que Cristo venceu a morte. Não há celebração eucarística, mas uma grande Liturgia da Palavra, que culmina na adoração da cruz e termina com a Comunhão. É uma liturgia austera e sóbria, não tanto de “luto” pela morte de Cristo, mas como ambiente propício à contemplação do amor de Deus e do extremo a que levou esse amor. Dia de jejum pleno, é já iluminado pela esperança cristã, como aponta o Evangelho de São João sobre a Cruz como lugar da revelação da glória do Filho de Deus.

Sábado Santo

O Sábado Santo é um dia “alitúrgico”, isto é, sem celebração da Eucaristia ou de outros sacramentos, na contemplação serena do repouso de Cristo no sepulcro e na expectativa da ressurreição. O Ofício Divino é a única celebração possível, rezado perante o altar desnudado presidido pela Cruz e com um tom de serena esperança e preparação orante para a ressurreição.

 

Domingo da Ressurreição

A “mãe de todas as santas vigílias”, como lhe chama Santo Agostinho, é celebrada na véspera do Domingo da Ressurreição do Senhor, a noite mais importante de todo o Ano Litúrgico. A Vigília Pascal tem quatro grandes momentos, em crescendo: a Liturgia da Luz, com a simbologia luminosa da ressurreição de Jesus; a Liturgia da Palavra, que percorre toda a história da salvação; a Liturgia Batismal, com o acolhimento de novos filhos na Igreja e a renovação das promessas batismais dos fieís; e a Liturgia Eucarística, em que o pão e o vinho eucarísticos se transformam no Corpo e Sangue do Senhor ressuscitado, momento central da jubilosa alegria pascal.

A Missa da manhã será apenas uma continuação desta celebração jubilosa, e o solene Tríduo Pascal termina com as Vésperas, na tarde deste domingo.

 

Celebrações na Sé de Leiria,
presididas pelo Bispo Diocesano

• Quinta-Feira: 11h00 – Missa Crismal; 21h00 – Ceia do Senhor, seguida de Adoração Eucarística

• Sexta-Feira: 09h00 – Laudes e Ofício de Leituras; 18h00 – Celebração da Paixão e Morte do Senhor

• Sábado: 09h00 – Laudes e Ofício de Leituras; 22h00 – Vigília Pascal

Luís Miguel Ferraz | Presente Leiria-Fátima

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